NOVE CRÔNICAS PARA UM CORAÇÃO AOS BERROS

Ficção | HD/35mm | 2012 | 93 minutos
Em co-produção com Effects Filmes e Ludofilmes
Produção independente
SINOPSE: Larissa não gosta mais de Mário; Leopoldo não sabe se vai ou se fica; Júlio ainda vive com a mãe; Simone cansou de ser prostituta; Vanise se lembrou o que significa ser mulher; Philipp não quer voltar para a Alemanha; Carol carrega um cemitério de lembranças; André quer fazer uma música diferente; Denise decide viver novas experiências enquanto há tempo. Nesse surpreendente mosaico de relações humanas e situações cotidianas, homens e mulheres de diferentes idades sentem uma intensa necessidade de se reinventar. Todos vivem o momento da guinada, cada um a seu modo.
- Lançamento em 2012
- Site (em português): www.novecronicas.com
- Site (em inglês): novecronicas.com/english/
Direção e produção: Gustavo Galvão
Roteiro: Gustavo Galvão e Cristiane Oliveira
Produção executiva: Guilherme Bacalhao, Marina Volpatto e Thalita Ateyeh
Assistência de direção: Cristiane Oliveira
Direção de fotografia: André Carvalheira
Direção de arte: Valéria Verba
Montagem: Marcius Barbieri
Finalização de som: Miriam Biderman, Ricardo Reis
Trilha original: Assis Medeiros (com produção de Jimi Figueiredo)
Elenco (por ordem alfabética): André Frateschi, Cacá Amaral, Carolina Sudati, Charly Braun, Cristiano Karnas, Denise Weinberg, Eucir de Souza, Evelyn Ligocki, Felipe Kannenberg, Júlio Andrade, Larissa Salgado, Leonardo Medeiros, Marat Descartes, Marcelo Coutelo, Mário Bortolotto, Paula Cohen, Plínio Soares, Ramiro Silveira, Rejane Zilles, Rita Batata, Rodrigo Bolzan, Simone Spoladore, Vanise Carneiro, Vinícius Ferreira

PALAVRAS DO DIRETOR
Admiro os filmes pessoais, filmes assim costumam me pegar de jeito. Tenho a sensação de descobrir algo íntimo – que o realizador confessa em segredo, ou deixa escapar meio sem querer. Essa intimidade me interessa cada vez mais, daí a fascinação que sinto por filmes “pequenos”. Tanto que decidi fazer um. Fiz alguns curtas-metragens dessa forma, sentia que havia chegado a hora de fazer um longa. Tinha muitos sentimentos guardados dentro de mim, precisava liberar tudo isso com urgência.
Não sei ao certo quando começou essa aventura de fazer um longa-metragem com pouco dinheiro, de forma independente e urgente. O que eu lembro bem é que estava obcecado por artistas das vanguardas européias e da contracultura norte-americana, que faziam o que queriam com o que dispunham. Era setembro de 2009. Passei algumas semanas entre San Francisco e Nova York, o que ativou histórias que guardava fazia tempo. Percebi que essas histórias ainda me tocavam e a vontade de torná-las visíveis palpitava em mim. Em menos de dois meses, comecei a chamar os amigos para fazermos um filme. Sim, um longa: Nove Crônicas para um Coração aos Berros.
As histórias que compõem o filme foram desenvolvidas como textos livres, voltados para temas cotidianos e destituídos das amarras de um roteiro cinematográfico típico. Por isso o termo “crônicas” no título. São nove histórias que se mesclam e se deixam contaminar, todas sobre um mesmo tema: pessoas que se encontram numa espécie de encruzilhada em sua vida, que precisam se renovar logo, senão… O importante é mudar.
Tal qual os personagens que começavam a ganhar vida a cada conversa e a cada ensaio, eu também sentia uma enorme necessidade de me reinventar. Foi com esse sentimento, tão evidente em meus olhos e nas minhas falas, que abordei os atores e os técnicos. Inclusive parceiros antigos. Com o talento e a entrega de todos eles, seguimos o objetivo de fazer um pequeno-grande filme.
