EMMA NA TEMPESTADE

Ficção | 35mm | 2002 | 15 minutos
Em co-produção com Start Filmes
Patrocínio: Ministério da Cultura

SINOPSE: Homem e mulher se vêem num ônibus noturno e trocam olhares. Começa um sensual jogo de insinuações, que se repete no dia seguinte. O jogo termina na terceira noite, com o sumiço da mulher. Ansioso, o homem decide procurá-la.

Veja o filme: Porta Curtas

– Exibido em sete festivais no Brasil e no exterior, entre eles São Paulo (02), Toronto Latino Film Festival (Canadá, 02), Cine Esquema Novo (Porto Alegre, 03) e Curta Cinema (Rio de Janeiro, 03)
– Adquirido pela TV Cultura e pelo Curta nas Telas (Porto Alegre)

Direção e roteiro: Gustavo Galvão
Produção: André Luís da Cunha, Gustavo Galvão
Fotografia adicional e correção de cor: André Luís da Cunha
Montagem: Caetano Curi, Gustavo Galvão
Finalização de som: Pauly Di Castro
Trilha sonora: Frank Poole
Elenco: Marcius Barbieri, Juliana Moreira Lima, Murilo Grossi, Klecius Henrique



PALAVRAS DO DIRETOR

A trajetória do indivíduo se faz da confrontação entre a rigidez do tempo e as falhas de percepção deste. Emma na Tempestade se situa nesta fronteira. Ou seja, entre a certeza da lógica e as possibilidades da imaginação. No foco estão um homem perturbado e uma mulher misteriosa. Eles se conhecem em um ônibus urbano, e nada será como antes.

Depois do contato inicial, a dúvida. O filme não esclarece em nenhum momento o que é verdadeiro e o que não é. Resta ao espectador definir as situações de acordo com deduções próprias. Ao romper com o desenrolar natural do tempo, Emma na Tempestade se baseia numa estrutura quebradiça. É um mergulho na mente obscura de P.

Ele quer saber o que se sucedeu com Emma, que desaparece de repente. O espectador também não tem domínio dos fatos. Há apenas uma certeza: o protagonista está tomado de sentimentos como paranóia e medo – de se aproximar de alguém, de encarar a realidade. O que desencadeia tais sentimentos é a solidão e o cotidiano numa cidade ímpar.