DANAE

Ficção | 35mm | 2004 | 09 minutos
Produção independente

SINOPSE: Uma mulher e um homem trocam beijos num parque. O tempo passa, a relação esfria e o homem abandona Maria. Ela sofre. Até que uma desconhecida a abraça por trás. Maria recupera sensações que haviam sido substituídas pelo rancor.

Veja o filme: Vimeo

– Exibido em 20 festivais no Brasil e no exterior, entre eles Santa Maria da Feira (Portugal, 04), Expresión en Corto (México, 05), São Paulo (05), Uppsala (Suécia, 05) e Santiago (Chile, 06)
– Adquirido pelo Curta Petrobras às Seis e pela Programadora Brasil

Direção, produção e roteiro: Gustavo Galvão
Direção de fotografia: André Carvalheira
Direção de arte: Rosane Torres
Montagem: Marcius Barbieri
Finalização de som: Pauly Di Castro
Trilha sonora: Superquadra
Elenco: Larissa Salgado, Vinícius Ferreira, Catarina Accioly, André Amaro



PALAVRAS DO DIRETOR

Com os seus elementos alegóricos, os mitos são recursos para explicar aquilo que foge à lógica. Danae é um caso para compreender a sexualidade humana. Na mitologia grega, ela era uma mulher cuja beleza era tão extraordinária que seduziu Zeus. Dormia profundamente quando este se aproximou e a visitou, disfarçado em uma chuva de ouro. Do amor sem contato físico, nasceu Perseu.

O mito representa um elogio tanto à fertilidade quanto à capacidade de sedução femininas. É um pretexto para discutir o erotismo da mulher, talvez o melhor de todos. O roteiro gira em torno destas questões para representar as fases do amor – a partir de uma mulher, Maria. A vida dela muda por completo quando um estranho lhe abraça num parque. Depois do abraço, um beijo que enrubesce a pele e revigora o espírito. O estranho, que aparece e desaparece como um anjo, incita uma pequena revolução na personagem. Até então triste e sem brilho, Maria renasce.

No final, Danae proporciona à protagonista a oportunidade de assumir um papel ativo. Ela o faz em relação a um homem angustiado. Será a vez de Maria agir como um anjo. O filme explora as transformações desta mulher na descoberta da sexualidade. Ele é o primeiro de uma trilogia de curtas sem diálogo que exploram a relação do ser humano com a sexualidade, da qual fazem parte ainda Uma Noite Com Ela (2005) e A Vida ao Lado (2006).