A MINHA MANEIRA DE ESTAR SOZINHO

Ficção | 35mm | 2008 | 15 minutos
Patrocínio: Petrobras

SINOPSE: Sueco é um jovem na casa dos 20 anos. Não sabe dançar, não sabe flertar, não sabe relaxar. Gostaria de ter alguém com quem conversar, mas está sozinho. A não ser por Melissa, a única mulher do mundo capaz de entendê-lo.

Veja o filme: Vimeo

– Exibido em 11 festivais no Brasil e no exterior, entre eles Brasília (08), São Paulo (09), Amsterdam (Holanda, 09) e Rencontres Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse (França, 10)
– Adquirido pela Net NOW, pela TV Cultura e pela TV Brasil

Direção e produção: Gustavo Galvão
Roteiro: Bernardo Scartezini
Direção de fotografia: André Carvalheira
Direção de arte: Maíra Carvalho
Montagem: Marcius Barbieri
Finalização de som: Miriam Biderman, Ricardo Reis
Trilha sonora: Lucy and the Popsonics, Low Dream, Prot(o)
Elenco: André Araújo, Silvia Lourenço



PALAVRAS DO DIRETOR

Ser compreendido sem perder a individualidade. Este é o desafio de Sueco, o protagonista de A Minha Maneira de Estar Sozinho. Alto e tímido, ele é o retrato de juventude incapaz de se adequar a uma sociedade de relações superficiais. Todos são estrangeiros para Sueco, e ele o é para os demais. Sem a possibilidade de adequação social, surge o isolamento. Daí o título do curta – emprestado de Alberto Caeiro, um heterônimo do português Fernando Pessoa. O verso se encontra no poema O Guardador de Rebanhos:

“… Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.”

Apesar da levada pop, o filme remete a uma estética expressionista e privilegia os valores plásticos de cada plano. O trabalho corporal dos atores é prestigiado na mesma medida que a fotografia, a montagem e o som. Tudo isso serve de base para discutir o estado emocional de um personagem imprevisível.