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Longas
jun 6, 2011 | LongasApós uma década produzindo curtas com o propósito de explorar caminhos que fugissem do convencional, a 400 FILMES iniciou uma nova fase em 2011 – ano que marca a finalização dos dois primeiros longas da casa. A exploração de novos caminhos continua sendo uma meta; o que muda agora é o formato.
De um lado está Nove Crônicas para um Coração aos Berros, ficção que embaralha personagens e gêneros para dialogar com referências como Roy Andersson, Robert Polidori, Raymond Carver e o Teatro do Absurdo. O resultado é um filme que se propõe a incitar o estranhamento no espectador, para, em seguida, convidá-lo a vivenciar o cinema como uma expressão de múltiplas capacidades. A base desse projeto são personagens de uma cidade não-identificada, que encaram o momento da reinvenção pessoal.
A produção foi viabilizada com recursos próprios e graças a uma série de apoios e parcerias, inclusive com o estúdio de finalização de som Effects Filmes e a produtora paulista Ludofilmes. O modelo adotado foi leve, independente e propenso a improvisos, de forma que atores e técnicos se sentissem livres para correr riscos. Foi a disposição pelo risco que motivou Gustavo Galvão e equipe a empreender uma aventura: foram nove histórias rodadas com 24 atores, em 19 diárias e 30 locações.
Com 93 minutos, Nove Crônicas para um Coração aos Berros começará a carreira no circuito de festivais em 2012.
Já A Cidade é uma Só? entrou na grade de programação da TV Brasil no segundo semestre de 2011. Contemplado no edital Brasília 50 Anos, uma homenagem ao 50º aniversário de Brasília promovida pelo Ministério da Cultura e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o documentário implode todas as expectativas que o tema e o gênero poderiam provocar. A duração final é de 52 minutos. Uma versão de 73 minutos estreou em outubro de 2011, na Semana dos Realizadores (Rio de Janeiro).
Dirigido por Adirley Queirós, cineasta criado e ativo na cidade-satélite de Ceilândia, o documentário mescla técnicas e trata de combinar todos os métodos possíveis de narrativa documental. Há de entrevistas a cenas pseudo-documentais, passando por reconstituição de época e inserções de imagens e sons de arquivo.
Todos esses recursos são utilizados para contar o outro lado da formação de Brasília, o lado B da “capital da esperança”. Adirley reflete sobre o surgimento da Ceilândia, um fato emblemático por ser resultado de uma campanha de expulsão do Plano Piloto de operários, migrantes e outros cidadãos “indesejáveis”, perpetrada pelo Governo de Brasília, em 1971. Hoje, verdade seja dita, a cidade não é uma só.
Para saber mais sobre os longas da 400, acesse as páginas A CIDADE É UMA SÓ? e NOVE CRÔNICAS PARA UM CORAÇÃO AOS BERROS. Para saber notícias de ambos, acompanhe a página NOVIDADES.


